CAMD – AULA 03: O NOVO MEIO CONVENCIONAL

  • AUTHOR: // CATEGORY: Textos

    2 Comments

    Começamos o post com uma pergunta básica: o que é convencional para você? Hoje entendemos várias coisas como convencionais, mas o que queremos dizer é que entraram no senso comum, ou seja, foram digeridas pelo homem contemporâneo, incorporadas ao seu cotidiano. Até pouco tempo atrás, mídia convencional era impresso, e pronto. Somente na década de sessenta as agências de publicidade começaram a entender que a TV estava de fato na vida das pessoas, e começaram a criar peças especificamente para esta ‘nova mídia’. TV como nova mídia soa meio velho, mas ela já foi novidade um dia. Estamos longe demais da invenção da prensa de Gutemberg, mas até ela foi novidade um dia, acredite.

    O cinema já tem mais de um século, mas exatamente quando ela nasceu, em 1895, as pessoas se acotovelaram em um quarto escuro em Paris para assistir o seguinte filme:

    Considerado o marco inicial do cinema, o filme dos irmãos Lumiérè projetava apenas isso que vocês assistiram: a chegada de um trem à estação de Ciotat. Dizem que naquela época, algumas pessoas se abaixaram ao ver aquele monstro de ferro chegando tão perto. Ninguém tinha visto coisa semelhante, era simplesmente ‘a captura da realidade’.

    Passado meio século, o homem viu a chagada da TV. Ao contrário do que se imagina, ninguém ficou muito entusiasmado com a novidade. Para falar a verdade, ninguém entendeu direito este cinema ‘piorado’. O grande feito da TV foi ter entrado nos lares, aí sim entenderam seu sentido. Não precisavam mais chegar cedo no cinema para assistir os cinejornais; espetáculos e filmes podiam ser vistos na comodidade da sua poltrona. Aos poucos, aquela caixa de fazer doido tomava o lugar cativo que antes era da rádio na sala de estar; tornava-se comum a expressão Televizinho, aquele cara que ficava espreitando o capítulo da novela escorado na janela da sua casa, ou mesmo dentro de sua sala.

    Muito questionada, a TV foi a mídia do final do século XX. Mídia de massa por natureza, teve quem a chamasse de mediana, vulgar, popular demais, de mero espetáculo e entretenimento. Bom, nunca foi a função da TV educar, e de fato, ela passa o que têm a audiência do espectador; ou seja, a TV é um reflexo de quem a assiste.

    Vejamos a seguir o vídeo que entrou em cadeia nacional à época da implantação da TV digital no Brasil:

    Quem não se identificou com pelo menos um terço destas imagens? Mas o fato é que a TV hoje não identifica mais como deveria. Faço outra pergunta: quem consegue ter tempo para chegar em casa, colocar os chinelos, jantar e ver o Jornal Nacional? O perfil do público está mudando, e a nova mídia, a internet, contribuiu muito para isso. Como já foi dito, mídias não morrem, se transformam. A TV hoje está morrendo, mas o que morre mesmo é o seu perfil. A TV está perdendo espaço não para a TV à cabo como se imaginava anteriormente, mas para todos os periféricos que hoje são ligados nela: DVDs, videocassetes (ainda), videogames, computadores, pen drivers, e milhões de outros gadgets disputam a atenção do espectador. E sabem por que estes gadgets estão ganhando a guerra da atenção? Pela palavrinha mágica on-demand.

    Sejamos francos: Ninguém de fato espera montar home theater para ver novela das oito. Ou seja, este papo de qualidade de imagem na TV digital é conversa. A interatividade não se resume a comprar coisas via controle remoto, ou ver sinopse de filmes. O que se pede hoje é a disponibilidade na hora que quiser, quando quiser, o que quiser. O grande apelo do You Tube é exatamente essa possibilidade, e vamos combinar que ninguém liga para aquela qualidade horrível, com pixels do tamanho de cubos de lego, certo? Portabilidade e mobilidade na sua hora de conveniência é o futuro de fato. As TVs parecem estar sabendo disso, prova maior e o portal Globo.com, com praticamente todo o conteúdo disponível ao usuário que perdeu o programa. O capítulo estava bom e você perdeu? Lá tem os melhores momentos. Quer ver o conteúdo todo? Pague e verá. Não quer pagar, com certeza alguém sabe se lá por que ou como postou o mesmo conteúdo no YouTube. E assim vamos escrevendo nosso futuro neste mundo audiovisual.

    Para os meus queridos alunos: De que maneira vocês vêm cinema, TV, YouTube e outras mídias na vida de vocês? Vocês concordam que on-demand é mesmo o futuro, ou ainda acreditam na redenção do tempo do homem contemporâneo? E a anarquia digital, onde vocês podem ver qualquer coisa, mesmo ilegal? Não deixem de postar suas primeiras impressões aqui! O prazo é 19/11/2010. Bons estudos!

COMMENTS

2 Responses to CAMD – Aula 03: o novo meio convencional

  • Fernandão wrote on November 21, 2010 at 7:30 //

    La Carreta, a comunicação audio visual empre me facinou, como bom admirador, detesto o pixel tamanho cubo de gelo! Cinema sempre terá seu espaço, acredito, devido a sua inovação com a chegada do 3d e as salas sempre oferecendo conforto, aliadas ao espaço de lazer convencional de pegar um cineminha. Youtube e as outras midídas também mostram a era da comunicação ao alcance do tempo de seu espectador.

  • Adriano wrote on November 25, 2010 at 10:37 //

    Essa do pixel Cubo de Lego foi ótima isso sim. kkkkkk. Tem muito vídeo desse tipo mesmo.

LEAVE A REPLY

FILL THE FIELDS TO LEAVE A REPLY. Your email address will not be published.